Deputados acionam PGR e pedem prisão de filho de Lula

 

Foto: Divulgação/PT

 

Membros da bancada de oposição na Câmara dos Deputados encaminharam a Procuradoria-Geral da República (PGR), nesta quinta-feira (26), um pedindo a prisão preventiva do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha por suposta participação nas fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As informações são da coluna de Paulo Cappelli, no site Metrópoles. 

De acordo com a publicação, a representação foi formulada por Rosângela Moro (União Brasil-SP) com coautoria de 46 deputados de partidos como PL, Republicanos, PSD, PP e União Brasil. No documento, os parlamentares solicitam a pedem a abertura de investigação formal e que sejam adotadas medidas cautelares, incluindo a decretação de prisão preventiva, a inclusão do nome de Lulinha na difusão vermelha da Interpol e o início de processo de extradição junto à Espanha.

Para a representação, o filho do presidente teria atuado como sócio oculto do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como operador financeiro de um suposto esquema de fraudes envolvendo o INSS. Segundo o documento, Lulinha recebia uma mesada de cerca de R$ 300 mil mensais para “viabilizar e proteger interesses do grupo junto à cúpula do governo federal”. 

“Conforme relatórios fazendários e depoimentos colhidos no final de 2025, principalmente o depoimento de Edson Claro, o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o ‘Careca do INSS’, seria o operador financeiro do esquema. Indícios apontam que o ora representado, Fábio Luís Lula da Silva, atuaria como sócio oculto do Careca, recebendo uma mesada mensal de aproximadamente R$ 300 mil para viabilizar e proteger os interesses do grupo junto à cúpula do governo federal”, diz trecho do documento.

A representação ainda cita a mudança de Lulinha para Madri, na Espanha, em 2025. Segundo o documento, a permanência fora do país poderia dificultar eventual cumprimento de mandados judiciais.

“No ano de 2025, transferiu sua residência para a cidade de Madri, na Espanha. Diante da robustez das novas provas trazidas pelos delatores, a permanência do representado em solo estrangeiro deixa de ser uma opção de domicílio e passa a configurar risco concreto à aplicação da lei penal, dada a facilidade de evasão para outros países da União Europeia ou destinos sem tratado de extradição. Portanto, ante os fatos gravosos narrados, não restou opção senão provocar o Ministério Público Federal para que providências sejam tomadas”, diz o texto.

Os deputados também pedem ao Ministério Público Federal (MPF) o cancelamento imediato do passaporte e a imposição de monitoramento eletrônico, por meio de tornozeleira, caso Lulinha volte ao Brasil. 

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