Invstigação aponta orgias de Vorcaro com autoridades em mansão de luxo na Bahia

 

Foto: Divulgação / Banco Master

 

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, vem sendo alvo de uma investigação da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) que apura a realização de festas de luxuosas em Trancoso, distrito turístico localizado no município de Porto Seguro, no sul da Bahia. O local é famoso pelas praias e por atrair turistas de alto padrão, com a presença de artistas e empresários do todo o Brasil e do exterior.

De acordo com a revista Jota, as festas, batizadas como “Cine Trancoso”, que tinham como principal atrativo era a realização de orgias comandadas por prostitutas de luxo e também contava com a  presença de empresários, políticos e outras figuras públicas. 

Em sua coluna no site PlatôBR, o jornalista Guilherme Amado informou que a Polícia Federal (PF) passou a investigar os encontros. No entendimento dos investigadores, a simples participação em orgias não configura crime. Entretanto, a PF enviou um relatório para o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, relator do inquérito que trata das fraudes do Banco Master, em que essas festas poderiam ser usadas para tráfico de influência, corrupção e chantagem.

O jornalista revelou ainda que a suspeita da PF é que os encontros eram usados por Vorcaro para ampliar sua rede de relações e influência, a ser analisado em conjunto com transferências financeiras, contratos, mensagens e outros elementos do inquérito.

As festas eram realizadas na casa de veraneio que Vorcaro mantinha em Trancoso. O site Liberta informou que os convidados para as orgias eram obrigados a deixar o celular desligado e nas mãos de alguém da área de segurança. No entanto, Vorcaro possuía um circuito interno de câmeras discretamente dispostas. 

Nos registros feitos nas festas privê promovidas pelo banqueiro, seria possível identificar a presença de altas autoridades dos Três Poderes, como membros do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, além de membros do mercado financeiro, da política e do meio jurídico.

Em uma reportagem publicada em setembro de 2025, a Folha de São Paulo revelou que, em três aluguéis de temporada entre 2021 e 2022, Vorcaro se hospedou no imóvel, que era da empresária Sandra Habib, esposa de Sérgio Habib, presidente da JAC Motors Brasil. A casa acabou sendo comprada por empresas ligadas ao banqueiro. A transação foi parar  em um processo na Justiça, que deu detalhes das festas provocadas quando ele ainda era locatário.

Em mensagens de WhatsApp, presente no processo, a antiga dona do imóvel disse ao corretor que intermediou a locação que seus funcionários ficaram chocados.

“O Vorcaro encheu a minha casa de putas. Ele, amigos e muitas putas! Desde antes de ontem, reclamações por causa do som acima do permitido. Ontem foi pior”, escreveu Sandra ao corretor no dia 5 de outubro de 2022. Era a véspera do aniversário de Vorcaro.

Ainda segundo a Folha de São Paulo, o Ministério Público (MP) protocolou uma representação junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), em 29 de janeiro, pedindo que a corte identifique procuradores, magistrados e outras autoridades que teriam participado dos encontros promovidos por Vorcaro, além de verificar do possível envolvimento de órgãos federais no financiamento ou promoção dos eventos.

Em despacho assinado no sábado (28), o ministro Jorge Oliveira, relator do caso no TCU, pediu a André Mendonça que compartilhe eventuais provas sobre a participação de autoridades nas festas. No documento, o membro da corte de contas disse que a análise no TCU ficará suspensa até que surjam elementos mais conclusivos a partir do processo que tramita no STF e de investigações vinculadas.

Os advogados de Vorcaro classificaram as informações como uma “narrativa difamatória e sensacionalista” e uma “invasão da esfera privada” e que encontros privados entre adultos não possuem relevância jurídica.


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