Criança perde dois dentes após acidente com portão em escola

 

Portão que caiu em criança
Foto: Reprodução

Na tarde da última terça-feira (12), o estudante Miguel Ramos de Lima, de 11 anos, se machucou após o portão da escola em que ele estuda cair em cima dele, em Feira de Santana. Com o acidente, Miguel, que é autista, perdeu dois dentes permanentes e precisou levar cinco pontos na boca.

Ele foi socorrido para o Hospital Estadual da Criança (HEC), mas recebeu alta no mesmo dia, apesar de continuar sentindo dores. Após a alta, a mãe de Miguel, Ana Paula Almeida, o levou para um hospital particular, onde ele segue internado. Apesar de ter convênio, ela precisa pagar a coparticipação.

Ana Paula é operadora de telemarketing e trabalha em casa no modelo home office. Enquanto trabalhava, ela recebeu uma ligação do motorista responsável pelo transporte escolar de Miguel. Segundo ela, o motorista passou o telefone para a diretora da escola, que relatou o acontecido, mas sem muitos detalhes. 

“Assim que eu recebi a ligação, eu fui diretamente para a escola. Quando eu cheguei na escola, Miguel já estava dentro de uma ambulância do Samu. O que foi relatado para mim, foi que o porteiro abriu o portão e Miguel foi ajudar, no que foi abrir o portão, o trinco se soltou e caiu em cima dele. No momento que aconteceu isso, a própria escola não esperou a Samu chegar para o primeiro socorro, levantou o portão e arrastou ele”, afirmou Ana Paula ao Acorda Cidade

A mãe também disse que quando chegou na escola, encontrou o filho muito abalado e chorando. Ela explicou que buscou atendimento em um hospital particular justamente pela alta tão rápida, mesmo que Miguel tenha relatado que estava sentindo dores e que o relatório indicasse que houve uma contusão na coxa direita.  

A mãe da criança contou que, após o acidente, a escola informou que o portão estava em manutenção há 30 dias. No dia seguinte, o pai dela esteve no local, e conversou com a diretora e um engenheiro.

“Meu pai foi na própria escola, a diretora não estava no momento, quando chegou, veio com o engenheiro para poder explicar e ajeitar o portão. Então, precisou acontecer algo maior para eles poderem ajeitar o portão, que é de uma escola que só tem criança. Eu já abri uma ocorrência, um BO, já estou com o meu advogado, porque isso não vai ficar dessa forma, porque como aconteceu com ele, poderia acontecer com outras crianças”. 

Fonte: Acorda Cidade

Nenhum comentário