Ovo branco ou marrom? Entenda se a cor da casca muda o valor nutricional e como escolher o produto no mercado

 

Imagem: Pixabay
Imagem: Pixabay

A cor da casca não determina o valor nutricional do ovo, seja branco ou marrom, o alimento oferece praticamente o mesmo aporte de proteínas, vitaminas e gorduras. A genética da galinha é o que define essa tonalidade, enquanto a cor da gema responde principalmente à alimentação da ave.

Na hora de comprar, o que realmente importa é observar o tipo de produção e os cuidados com armazenamento. Galinhas de plumagem clara com lóbulos auriculares claros produzem cascas brancas, enquanto aves de penas avermelhadas ou castanhas com lóbulos escuros botam ovos marrons. Essa diferença é puramente genética e não traz nenhuma vantagem do ponto de vista nutricional.

A tonalidade da gema segue outra lógica: depende do que a galinha ingere, especialmente de pigmentos presentes no milho e no urucum, que deixam a gema mais amarela ou alaranjada. Mas cores mais intensas não garantem, por si só, mais vitaminas, proteínas ou gorduras.

Tipos de ovo disponíveis no mercado

O tipo de produção e a composição da ração oferecida às galinhas são os fatores que realmente diferenciam as categorias vendidas. Os ovos orgânicos vêm de galinhas alimentadas com ingredientes de origem orgânica e criadas conforme normas específicas de bem-estar animal e produção sustentável, mas não apresentam superioridade nutricional comprovada em comparação com os convencionais.

Os ovos caipiras são produzidos por galinhas criadas soltas, com acesso a pasto e luz solar. Eles mostram maior concentração de vitamina D, conforme estudo publicado na revista científica Nutrition, um reflexo direto da rotina ao ar livre dessas aves. Essa categoria costuma ter preço mais elevado nas gôndolas.

Os enriquecidos recebem nutrientes extras na dieta das galinhas, como ômega 3, selênio, vitamina E, DHA e colina, substâncias ligadas à saúde do coração, à ação antioxidante e ao funcionamento cerebral. Já os do tipo light apresentam teor reduzido de colesterol, característica obtida principalmente por ajustes na alimentação das aves.

Cada uma dessas categorias pode oferecer algum ganho específico, mas nenhuma delas é nutricionalmente superior em todos os aspectos. O ovo convencional segue sendo uma opção acessível de proteína e micronutrientes para quem busca bom custo-benefício.

Como armazenar e preparar o ovo corretamente

O armazenamento adequado preserva a qualidade do produto por mais tempo. A geladeira é o local indicado, de preferência em uma prateleira interna, nunca na porta. A abertura frequente do eletrodoméstico causa oscilações de temperatura que prejudicam a conservação.

Um erro comum é lavar o ovo antes de guardá-lo. A casca possui uma cutícula natural que funciona como barreira protetora, bloqueando a entrada de microrganismos pelos poros. A limpeza deve ser feita imediatamente antes do consumo, quando o alimento será preparado.

A cor mais intensa da gema é resultado direto da alimentação da galinha, aves que comem milho amarelo, alfafa ou têm acesso a plantas verdes produzem gemas mais escuras. No entanto, essa coloração não garante automaticamente mais vitaminas, proteínas ou gorduras benéficas. Independentemente de ser clara ou alaranjada, a gema sempre contém nutrientes como vitamina A e ferro.

A cor é apenas um indicador do que a galinha comeu, não da qualidade nutricional do ovo.

Nenhum comentário